domingo, 31 de julho de 2016

#The Women from our home set an example!

As Mulheres cá de casa dão o exemplo!
Porque sobem ao tapete, quer faça chuva ou sol, e praticam com alma. Procurando uma conexão entre corpo e mente pelo uso consciente da sua respiração. Aquecem e transpiram enquanto aperfeiçoam movimentos e posturas, encontrando dentro de si, o poder desta prática.
A graciosidade vem ao de cima, pela repetição e pela construção diária de uma prática para a vida. Força, flexibilidade, determinação e persistência são benefícios igualmente sentidos e vividos em cada respiração e cada postura.
As Mulheres cá de casa dão o exemplo!
Sobem ao tapete, quer faça chuva ou sol, e praticam com alma...
Boas inspirações! Boas práticas!

EN
The Women from our home set an example!
Because they go on the mat, whether rain or shine, and practice with soul. Looking for a connection between body and mind by the conscious use of their breathing. Heat and sweat while perfecting movements and postures, finding within themselves the power of this practice.
Through repetition and the daily construction of a practice for life., the graciousness rises up. Strength, flexibility, determination and persistence are also benefits that they feel and live in every breath and every posture.
The Women from our home set an example!
Go on the mat, whether rain or shine, and practice with soul...
Happy inspirations! Happy practicing!

terça-feira, 26 de julho de 2016

ASHTANGA YOGA WORKSHOP WITH MARK ROBBERDS, FROM 5 to 9th OCTOBER, ASHTANGA CASCAIS, ESTORIL, PORTUGAL






Relembramos que as inscrições estão a decorrer para o Intensivo de Ashtanga Yoga com Mark Robberds, de 5 a 9 de Outubro, aqui no Ashtanga Cascais. Os lugares são limitados e aconselhamos a todos os interessados, a escreverem-nos um email para salvaguardarem as vossas vagas! Se é praticante de Ashtanga Yoga, esta é a oportunidade perfeita para aprofundar a sua prática, com um professor e praticante dedicado e experiente. Mark trabalhará individualmente com cada praticante durante estas 5 manhãs de aulas de Mysore Style, divididas em dois turnos, 6.45 e 8.15. E ainda irá leccionar dois Workshops durante o fim-de-semana, um com maior foco nas transições entre posturas da Primeira Série, ajudando a desmistificar os saltos para a frente e para trás, entre outros pormenores.  E o segundo será inteiramente dedicado aos Backbendings! 

PROGRAMA
5 manhãs de prática de Mysore Style -  a forma tradicional de praticar e ensinar Ashtanga Yoga - onde Mark trabalhará individualmente com cada praticante, aconselhando, corrigindo, ajustando, e conduzindo cada participante para uma vivência segura, estável e interna do Ashtanga Yoga. 
Existem 2 turnos para as turmas de Mysore Style com começo às 6.45, às 8.15 (no acto da inscrição deverão escolher o vosso turno preferido).
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Sabádo, dia 8, às 16h,  "Primary Series: Transitions & Gatekeepers" - Neste Workshop o Mark levará cada praticante a uma viagem pela Primeira Série de Ashtanga Yoga, focando na importância das posturas de pé e nos saltos para a frente e para trás. Mark irá providenciar técnicas e instrumentos que ajudarão a entender as posturas chaves da Primeira Série, assim como desenvolvermos a capacidade de melhor saltarmos para a frente e para a trás, em cada umas das transições.  (duração 2.30h)

Domingo, dia 9, às 11h, "Backbending: Basics and Beyond " - Esta aula será para todos os alunos que pretendem compreender como executar de forma segura movimentos de flexão da coluna. Mark apresentará opções para todos os níveis de praticantes, para explorarem as posturas de Backbending  dentro das séries de Ashtanga Yoga. Esta será uma grande oportunidade para fazerem questões e trabalharem de forma inteligente as várias posturas de Backbending das Séries de Ashtanga Yoga.  (duração 2.30h)


APROVEITEM ESTES 5 DIAS PARA APROFUNDAREM O VOSSO ASHTANGA YOGA COM O RECONHECIDO MARK ROBBERDS! INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES EM ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM




EN
Please note that registration is underway for the Ashtanga Yoga Intensive with Mark Robberds from 5 to 9th October, here in Ashtanga Cascais. Places are limited and we advise all interested to write us an email in order to secure your places! If you are an Ashtanga Yoga practitioners, this is the perfect opportunity to deepen your practice with a dedicated and experienced teacher and practitioner!
Mark will work individually with each practitioner during 5 mornings Mysore Style classes, divided in two shifts, 6:45 and 8:15am. And it will also teach two workshops during the weekend, the first one will focus on transitions between the First Series postures, helping to demystify the jumps forward and back, among other details. And the second will be entirely devoted to Backbendings!

PROGRAM
5 practice morning Mysore Style, from the 5th to 9th, Wednesday to Sunday - the traditional way of practicing and teaching Ashtanga Yoga - where Mark will work individually with each practitioner, advising, correcting, adjusting, and leading each participant to experience a safe, stable and internal Ashtanga Yoga. There are two shifts for the courses of Mysore Style to start at 6:45, at 8:15 (in the registration, you should choose your preferred shift).
 +
Saturday 8th, at 4pm, "Primary Series: Transitions & amp; Gatekeepers" - In this Workshop Mark will take each practitioner to a trip by the First Ashtanga Yoga Series, focusing on the importance of standing postures and jumps forward and backward. Mark will provide techniques and tools that will help you understand the key positions of the First Series, as well as develop the ability to better jump forward and back, in each one of the transitions. (Duration 2.30h)
Sunday 9th, at 11am, "Backbending: Basics and Beyond" - This class is for all students who wish to understand how to safely do spinal flexion movements. Mark will present options for all levels of practitioners, to explore the Backbending postures within the Ashtanga Yoga series. This will be a great opportunity for you to make questions, and learn how to work intelligently the various postures of Backbending of Ashtanga Yoga Series. (Duration 2.30h)

ENJOY THESE 5 DAYS TO  DEEPEN YOUR ASHTANGA YOGA WITH THE RECOGNIZED MARK ROBBERDS! REGISTRATION AND INFORMATION IN ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM

domingo, 24 de julho de 2016

...LIKE RIDING A BIKE...

Se a vida fosse feita sempre em linha recta, talvez fosse mais fácil. Mas com toda a certeza que, menos intensa! E a intensidade acaba por ajudar, a termos de olhar para dentro de nós e tomarmos decisões sobre como, e para onde, é que conduzimos a bicicleta - a nossa vida!
Somos os  principais responsáveis de cada momento, porque ninguém pode pedalar por nós, o que acaba por ser extremamente duro nas alturas que estamos em pleno caminho acidentado, repleto de descidas perigosas, piso escorregadio, ou de subidas que à partida, parecem impossíveis. Lá teremos de proceder com toda uma calma, e analíse critica e reflectiva, para munirmo-nos de força e saímos das embrulhadas que criámos. Parar a bicicleta por uns instantes, sairmos dela e colocarmos as mãos na cabeça em modo de drama, " OH MEU DEUS, AI A MINHA VIDA", acaba por ser opção para alguns minutos, mas a única forma de sairmos dali, é inteiramente nossa, não vale de nada continuar na produção de películas dramáticas ou em telenovelas onde reproduzimos o papel de coitadinhos, isso só fará com que continuemos ali parados. Até pode ser que tenhamos a sorte, de passar ao nosso lado, algum cavalheiro, ou senhora amistosa que pergunta se precisamos de ajuda e com força extrema  retira-nos dali a bicicleta, mas esta ajuda é  apenas momentânea, porque como todos sabemos, isto de viver tem piada porque somos  nós quem dirige a bicicleta. Há que agradecer a ajuda,  voltar a subir para cima da bicicleta e com noção do que passámos, tomar melhor decisões de como e para onde irmos. Cada vez que passámos por uma dificuldade e conseguimos voltar para cima da bicicleta e pedalarmos, há que trazer as lições connosco, não para estarmos agarrados às vivências do passado, nem usá-las para condicionar as opções do futuro, mas porque há situações que convêm reflectir, porque lá à frente haverá passagens semelhantes, pisos acidentados e trilhos que enganam pela aparência e que depois são verdadeiras armadilhas à nossa felicidade. Bendito o Yoga, para parar a bicicleta, mexer o corpo, a mente e coração, esticar a todos para um lado e para o outro, torcer para acolá, revolver para aqui, e depois da prática, agarrar em nós mesmos, subirmos à bicicleta  com renovada segurança, confiança e amor por nós mesmos, e darmos pedaladas mais sábias para chegarmos ao caminho que pretendemos. Isto da vida é engraçada, é como andar de bicicleta, mas tem mesmo piada porque somos nós que conduzimos, com mais ou menos força, o volante, e empurramos, com mais ou menos rapidez, os pedais. Trazemos as lições connosco para serem "Abre Olhos" mas como alguém me dizia,  "embora lá viver a viagem com alegria!"
Bons passeios! Boas práticas!

EN
If life were always done in a straight line, it might be easier. But surely that less intense! And the intensity ultimately help to look into ourselves and make decisions about how, and where,  to drive the bike - our life! No one can ride for us, makes us to be the primary responsibility of each moment, of each pedal, which turns out to be extremely hard, when we  are in full bumpy road filled with dangerous descents, slippery, or increases which seem impossible to ride. There we have to proceed with all  calm and critical and reflective analysis, to gain  strength and left the wrapped we have created. Stopping the bike for a while, getting out of it and put our hands on our head, in drama mode, "OH MY GOD, MY LIFE" turns out to be option  for a few minutes, because the only way to get out of there, it is entirely ours and  is not worth anything to continue the production of dramatic films, or  soap operas where we reproduce the role of pity person, it would only cause us to continue standing in the same place. It may even be that we have the luck to pass beside us, a gentleman, or friendly lady, who asks if we need help and with extreme force  take the bike from there, but this help is only temporary, because as we all know , the funny thing about life is because we are the ones who drive the bike. We must acknowledge the help, go up onto the bike and with a sense of what we had passed, make better decisions about how and where we go. Every time we passed a trouble and managed to get back onto the bike and pedaling, it is necessary to bring the lessons with us, not to be attached to the experiences of the past, or use them to condition the options for the future, but because there are situations that should be reflected, because there ahead will be similar passages, uneven floors and railings that deceive because of their appearance, and are traps to our happiness. Blessed the Yoga,  where we can stop the bike, move our body, mind and heart, stretching all to one side and the other, turn them there,  twist them here, and after practice, we hold in ourselves, go up to the bike and with a new security, trust and love for ourselves, we rides with a wiser sensation directing the bike to where we want.  This life is funny, it's like riding a bike, but is much nicer, because we are the ones that with more or less force conduct the steering wheel, pushing more or less quickly the pedals. We bring with us the lessons we passed to have open eyes, but as someone told me, "Let´s live the journey with joy!"
Happy rides! Happy practicing!

terça-feira, 19 de julho de 2016

After almost 10 years!#

 Depois de quase 10 anos sem praticar com o meu primeiro professor de Ashtanga Yoga, 2016 foi o ano que finalmente coloquei a mala, o tapete e a prancha de surf  na parte de trás do carro, e fiz-me à estrada rumo ao Alentejo. A viagem foi feita com a alegria de voltar praticar com o Tarik, mas também porque iria rever um outro professor, que é também um amigo, o Matt Corigliano.

Quando chegámos, no primeiro dia, à Herdade do Freixial, eram quase 8h da manhã, os praticantes do primeiro turno estavam já cá fora, com as típicas aparências de um pós-prática, cabelos ainda molhados de suor, e roupas manchadas da intensa transpiração, mas rosto imaculado de uma beleza Ashtangi apenas conseguida por aqueles que sobem ao tapete e o praticam. Lá entrei timidamente na sala, era a Lea que estava a receber quem chegava, e o Tarik a orientar os lugares onde iríamos estender o tapete, cumprimentei ambos com algum nervosismo e abracei forte o Matt. Lá comecei a praticar, há muitos anos que faço apenas Primeira Série no primeiro dia dos Intensivos que participo, e só no segundo dia começo a fazer o que normalmente pratico em casa, quando estou a deitar-me para fazer as posturas de Urdhva Dhanurasana, aparece o Tarik e pergunta-me, "Verinha só vais fazer Primeira Série?" E eu sorri-lhe e pensei, que saudades deste meu professor que me colocou, constantemente, em contacto com aquilo que tinha como os meus limites, limites de tudo, físicos, mentais e acima de tudo as minhas emoções. Lá me levantei e comecei a Segunda Série,  foi um primeiro dia intenso, recebi ajustes do Tarik e igualmente do Matt, explicaram-me pormenores de posturas que ainda não sabia, e despedi-me com um sorriso e um sincero obrigada, fui para casa de coração cheio e já ansiar pelo segundo dia!

Na manhã seguinte acordamos, eu e o Jo, com o corpo meio amassado da intensidade do dia anterior, mas ambos com a mesma vontade de ir praticar. Voltámos a rever algumas pessoas que saíam do primeiro turno e entrámos na sala para os lugares que nos destacaram, voltei a ter ajustes e conselhos do Tarik e do Matt e voltei a sair da sala com o coração cheio de alegria.

No terceiro dia de prática, e depois de muito surf no corpo do dia anterior, fiz-me ao caminho, estava uma manha meia cinzenta, mas já quente, num Alentejo extremamente bonito nesta altura do ano. Quando comecei a praticar senti-me presa, dura, sem qualquer vestígio de flexibilidade, a minha mente passeou uns minutos pela indecisão de fazer apenas Primeira Série, mas este seria o último dia da minha breve estadia, e depois seriam novamente alguns meses a praticar sozinha sem ajuda de um professor, lá respirei fundo, olhei a foto do Guruji que está no centro da sala, junto às janelas, e fiz o que eles me mostraram nos dias anteriores, se estava agradecida pelos primeiros dias, mais fiquei por este último, porque mais uma vez, houve apoio, ajustes, dicas e informações para eu trazer para casa, acima de tudo inspiração para continuar a praticar,  e daqui a uns tempos voltar a fazer a mesma viagem para o Sul, parar na Herdade do Freixial e praticar com Tarik e com a Lea, e para o ano que vem, voltar por mais tempo para o Intensivo anual com o Matt Corigliano. Não vou deixar passarem mais 10 anos para rever estas pessoas, para estudar com elas, surfar, ouvir histórias e dar gargalhadas!
Vocês cá de casa, se vão para aqueles lados, escrevam-lhes e parem por lá e pratiquem com eles!

EN
After nearly 10 years without practicing with my first Ashtanga Yoga teacher,  2016 was the year that i finally put the bag, the mat and the surfboard in the back of the car, and got myself on the road towards the Alentejo. The trip was made with the joy of returning to practice with Tarik, but also because i would review another teacher, who is also a friend, Matt Corigliano.

When we arrived on the first day, in Herdade do Freixial, were almost 8 am, practitioners of the first shift were already outside, with the typical appearance of a post-practice, hair still wet with sweat and stained clothes of heavy sweating but immaculate face of an Ashtangi beauty only achieved by those who step on the mat and practice. There I walked timidly into the room, it was Lea who was receiving those arriving, and Tarik telling the places where we would extend the mat,  greeted both with some nervousness and strong hugged Matt. There I began to practice, for many years I only make First Series on the first day of the Intensive I m participating, and only on the second day i start  to do what i usually do it at home, when I am lying down to do the postures of Urdhva Dhanurasana, Tarik appears and asks me, "Verinha'll you only do First Series?" And I smiled at him and thought, that i missed my teacher that always took me constantly in touch with what i believe were my limits, limits of all physical, mental and above all my emotions. There I got up and started the Second Series, was a first intense day, I received adjustments from Tarik and also Matt, they explained details of positions that did not know, and I said goodbye with a smile and a honest thank you, I went home with a full heart and already looking forward for the second day!

The next morning we woke up, me and Jo, feeling our body of the intensity of the previous day, but both with the same desire to go to practice. We saw again some people coming out of the first round and we entered the room to the places highlighted in, I had again adjustments and advices from Tarik and Matt and left the room with a heart full of joy.

On the third day of practice, and after surfing so much on the day before, I made the way to Herdade, was a gray morning, but still hot, in  extremely beautiful Alentejo at this time of the year. When I started practicing I felt tired, stiff, without any flexibility trace, my mind wandered a few minutes by indecision to only do First Series, but this would be the last day of my brief visit, and then i would be again a few months to practice alone without the help of a teacher, i took a deep breath, looked the picture of Guruji at the center of the room, next to the windows, and did what they showed me in the last days, if i was grateful for the last days, i was even more because once again, there was support, adjustments, tips and information for me to bring home, and above all inspiration to continue to practice, and after some time, come back,  to do the same journey to the South, stopping at Herdade do Freixial  and practice with Tarik and Lea, and the next year, come back for more time for the annual Intensive with Matt Corigliano. I will not let pass another 10 years to review these people to study with them, surfing, listening to  their stories and laugh!
People from home, if you are going to those sides, write them and stop there and practice with them!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

ACUTE LAZINESS #

Cá em casa acontece todos os anos! 
Acontece todo o santo Verão! E surge quer nos iniciantes como nos mais experientes, nos menos regulares mas também  aos chamados "Locais cá de casa", aqueles que vêm cá praticar todos os dias da semana. Aos alunos mais novos e aos com mais idade, e tanto aos senhores como às nossas mulheres. A chamada "PREGUICITE AGUDA" ataca em força nesta altura do ano, não sei se é da temperatura, se o calor deixa-os numa lazeira desmedida, ou se são os jantares tardios com os amigos e família que obriga a deitar mais tarde e a tarde erguer, ou as idas à praia ao final do dia que fazem com que a opção de vir fazer o seu Yoga fique para segundo,  terceiro, ou quarto plano, ou se são as férias dos filhos que não permite vindas às aulas com a mesma regularidade que quando estes estão em plena altura escolar, enfim,  as razões devem ser muitas, mas que a "Preguicite" aparece no começo do verão e só desaparece lá para Setembro, com um ansioso regresso ao Yoga.  Por essa altura escuto, de todos os ausentes de Verão, "Ai que saudades tinha!", "Ai a falta que isto me fez!", "Ai já não aguentava mais não praticar!", "Ai que parva fui, em não ter vindo", e muitos mais "Ais" acompanhados de alguma desculpa que foram repetindo para si mesmo, enquanto não apareceriam. E eu rio-me, porque todo o santo ano é isto! 
O engraçado é que os portugueses entram neste estado de "Preguicite Aguda", mas surgem cá por casa outros que não são de todo afectados por isto, e o Shala é frequentado por Espanhóis, Noruegueses, Finlandeses, Alemães, Ingleses e praticantes de outras nacionalidades que organizam as suas férias para visitarem e conhecerem um novo lugar, alguns vêm repetir Portugal pela segunda, terceira, quarta vez, e por aí adiante, e porque será? Boa temperatura, boas praias, boa comida, boa energia?!  
Mas estas pessoas organizam-se para que além das idas às praias, 
do descanso merecido que as férias de verão proporcionam e todas as suas actividades, manterem  o seu Ashtanga Yoga, e  cá aparecem de manhã ou de tarde com uma regularidade que o tempo das suas férias permite. Dentro do Shala desdobro-me a falar inglês e espanhol, arranho uma e outra palavra em alemão, que infelizmente fui esquecendo por falta de uso, e olho para o portão lá de baixo enquanto me questiono, "onde é que andam os meus alunos portugueses?!" Até que no instante seguinte, me lembro que a velha "Preguicite Aguda"  ataca em peso todo o santo ano!

EN
It takes place every single year! 
It happens every holy summer! And arises in the beginners and the more experienced, the less regular but also to so-called "Locals from our home," those who come to practice every day of the week. To younger students and the older in age, and to men and our women. The so-called "Acute Laziness" attacks in force at this time of year, do not know if it's the temperature, the heat makes them an inordinate lazy, or if are late dinners with friends and family that requires bed later and later awake, or if are the trips to the beach at the end of the day, that make the decision to come to their Yoga in a second, or third, or fourth choice, or if is the holidays of their children that does not allow coming to school with the same regularly when they are in full school time, in short, the reasons must be many, but the Laziness appears at the beginning of summer and disappears only in September, with an eager return to Yoga. At that time I hear from them, from the ones that disappeared in the summer, "Oh i missed it!", "Oh the lack i felt!", "Oh i could´t wait anymore to come practice", "Oh, what a fool I was for not coming to practice, "and many more "OH" accompanied by some excuse that they have been repeating to themselves for not to appear in class.  And I laugh, because all the Holy Year is this!
The funny thing is that the Portuguese enter the state of "Acute Laziness", but appear others who are not at all affected by this, and the Shala is full with  Spanish, Norwegians, Finns, Germans, English and people of other nationalities who organize their vacations to visit and get to know a new place, some repeat Portugal for the second, third, fourth time, and so on, and I wonder why? Good temperature, good beaches, good food, good energy ?!
But these people organize themselves so that in addition to visit and spending time at  the beaches,
the deserved rest that summer vacation  provide and all its activities, they keep their Ashtanga Yoga and appear in the morning or afternoon with the regularity that the time of their holiday allows. Within the Shala,  unfold me to speak English and Spanish, scratch one or two words  in German, which  unfortunately i  forgotten for lack of use, and i look at the gate  downstairs while I question, "where are  my Portuguese students?!" Until the next moment,  I remember that every single year the old "Acute Laziness" pounce! 


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Working With Each Student #

Hoje de manhã estava a olhar para as fotos que tirei no Intensivo do Peter Sanson, e reparei que tinha uma excelente amostra do que se pode chamar uma aula de Mysore Style, uma aula que retrata a forma tradicional de praticar Ashtanga Yoga, herança deixada pelo grande Shri K. Pattabhi Jois, e que é  hoje, continuada por Sharath e Saraswati Jois.
Já não é a primeira vez que escrevo sobre esta temática, o que é Mysore Style, o que significa uma aula Guiada, etc, mas hoje denotei que tinha um conjunto de imagens que servem de perfeita descrição visual do que se passa dentro de uma aula de Mysore Style, e  também do trabalho intenso que o professor faz com cada um de nós.

Ali estavam vários praticantes dentro da mesma sala, a coexistirem lado a
lado, a  explorarem as suas  potencialidades e a superarem as suas limitações, por meio de um método de Yoga que utiliza a coordenação de respirações conscientes com um conjunto de movimentos e posturas, que pretendem criar espaço no corpo, alongando-o e fortalecendo-o, na mente, acalmando-a e gerando foco e destreza mental, e na alma, serenando o mundo de opostos e projectando-nos para o momento presente. O trabalho do professor é fundamental porque é individual, pormenorizado e especifico. Embora as técnicas de respiração, os movimentos e as posturas possam ser as mesmas, o  professor trabalha com cada praticante, respeitando as suas particularidades e necessidades.
Conduzindo cada pessoa a uma vivência mais forte das posturas, a uma conexão e integração com o corpo e com os padrões mentais e emocionais.

A foto a foto notava-se nas mudanças nos rostos dos praticantes, num segundo estavam sérios, concentrados, um rosto fechado, com amostras de receio,  para na foto a seguir, esboçarem um sorriso de orelha a orelha, ou de emoldurarem um gargalhada advinda bem de dentro, tamanha alegria por uma liberdade sentida, acrescida por simplesmente terem confiado e relaxado. A  forma de ensinar altera-se de pessoa para pessoa e olhando para cada umas das fotos, observa-se  arte no trabalho deste professor, que com os seus anos de experiência, trouxe a cada um, a vivência rica de apoio físico, mental, emocional e energético, para ajudar-nos a abraçar a nossa prática com respeito e carinho e beneficiarmos desta abordagem para melhor entender o que é o Mysore Style e o que é o Ashtanga Yoga.

EN
This morning I was looking at the pictures I took in the Intensive of Peter Sanson, and I noticed i had a great amount of images that show us what is a  Mysore Style class, a class that is the traditional way of practicing Ashtanga Yoga, legacy left by the great Shri  K. Pattabhi Jois,  and that is continued by Sharath and Saraswati Jois.
It is not the first time I write about this subject, what  is Mysore Style, which means a Led class, etc., but today noticed that i had a set of images that serve as the perfect visual description of what goes on inside a Mysore Style classroom, and also the demanding work of the teacher.

There were many practitioners in the same room,  being  side by side, to explore their potential and to overcome their limitations, through a method of yoga that uses the coordination of conscious breaths with a set of movements and postures, which aim to create space in the body, stretching and strengthening it, in the mind, soothing and generating focus and mental dexterity, and in the soul, calming the world of opposites and projecting us into the present moment. The teacher's job is very important because it is individual, detailed and specific. Even if  breathing techniques, movements and postures can be the same, the teacher works with each practitioner, respecting their particularities and needs. Leading each person to a stronger experience of the postures, a connection and integration with the body and with the mental and emotional patterns.

From photo to photo i  could see the changes in the faces of practitioners in a second they were serious, concentrated, a closed face for fear, and on the next photo they were smiling ear to ear,  or showing a laughter arised from the inside, such was the joy felt by freedom, increased by just having trusted and relaxed. The way of teaching changes from person to person and looking at each one of the photos, we see art in the work of this teacher, who with his years of experience, brought to each one, the rich experience of physical, mental, emotional and energy support, to help us to embrace our practice with respect and care and benefitting from this approach to better understand what is the Mysore Style and what is Ashtanga Yoga.

terça-feira, 28 de junho de 2016

ASHTANGA YOGA RETREAT FROM 28th to 30th OCTOBER, IN MONTE VELHO ECO RETREATS, ALENTEJO, PORTUGAL


Aqui estão todas as informações do nosso próximo e último Retiro de Ashtanga Yoga de 2016, que acontecerá de 28 a 30 de Outubro, no ideal MONTE VELHO ECO RETREATS, no Alentejo. 
Três dias para cortarem com a rotina, viajarem até ao Sul de Portugal, estarem num ambiente marcante como o Monte Velho, e participarem num programa de aulas e actividades que pretendem criar espaço nos vossos corpos, calma nas vossas mentes e aconchego nas vossas almas, como puras inspirações a melhor cuidarem de vocês mesmos.

Programa 
dia 28, Sexta-feira,
a partir das 16h, chegada ao Monte Velho, pequena recepção de boas-vindas e distribuição dos quartos. 
18h Introdução ao Retiro+ Aula Guiada da Primeira Série de Ashtanga Yoga+ Relaxamento Guiado. (2.30h)
21h Jantar - todas as refeições serão confeccionadas pela experiente equipa do Monte Velho, com menus repletos de comida viva, saudável, vegetariana e saborosa. 
dia 29, Sábado,
8h Aula Guiada para os iniciantes/ Mysore Style para os mais experientes. (2h)
10h Pequeno-almoço.
11.30 tempo para ficarem no Monte Velho, ou fazerem uma caminhada até à praia, ou surfarem (iniciantes ao Surf -  aula com Jo Bento).
14h Almoço.
17h Palestra Ashtanga Yoga - um processo de desintoxicação para lá do físico+ Aula de Sequência de posturas de Recuperação e Alongamento+ Relaxamento - aprender a descansar. (2.30h)
20.30 Jantar.
dia 30, Domingo,
8h Meditação Guiada - a arte de Respirar+ Aula de Sequência de Posturas de Recuperação e Alongamento  - o que praticar nos dias de Lua Cheia e Lua Nova+ Relaxamento. (2h)
10h Pequeno-almoço.
11.30 tempo para aproveitarem cada canto e recanto do Monte Velho que convidam a paz e bem-estar, ou caminhada pela praia, ou surfarem (iniciantes ao Surf - aula com Jo Bento).
14h Almoço.
15.30 Palestra Ashtanga Yoga - um instrumento para a vida+ tempo para perguntas e respostas e despedida (1h).




Este Retiro foi pensado para todos -  iniciantes ao Ashtanga, ao Yoga e a praticantes mais experientes. Pessoas que queiram participar nas actividades de caminhada e surf, mas também para aqueles que consideram apenas ficar pelo Monte Velho, e aproveitar tudo o que este Eco Retreats tem para oferecer. É um Retiro para participarem sozinhos, para virem com amigos ou com a vossa família. Serão três dias muito especiais para fazerem uma paragem, inspirarem profundamente, expirarem e sorrirem, pela beleza do lugar onde vão estar, pela saborosa e cuidada alimentação, pelos momentos em cima do tapete de Yoga, pelas palavras que escutarão nas palestras, pelas sensações vividas em cada um dos Relaxamentos e da Meditação Guiada, e por todos os instantes de convívio, seja nas caminhadas, nas surfadas e durante todas as refeições!

Sobre o Monte Velho Eco Retreats  
www.montevelhoecoretreats.com
Sobre Vera Simoes e Jo Bento 
www.ashtangacascais.com
Mais informações e inscrições
ashtangacascais@gmail.com

EN
Here are all the details of our next and last 2016  Ashtanga Yoga Retreat, which will take place from 28th to 30th October, in the ideal MONTE VELHO ECO RETREATS, in Alentejo. Three days to break with the routine, travel to the south of Portugal, being in a striking environment as Monte Velho,  to participate in a classes and activities program that aim to create space in our bodies, calm in our minds and warmth in our souls, as pure inspiration to better take care of ourselves.

Program
28th, Friday,
from 4pm, arrival in Monte Velho, small welcoming reception and distribution of the rooms.
6pm Introduction to the Retreat+ Ashtanga Yoga Primary Series Led Class+ Guided Relaxation. (2.30h)
9pm Dinner -  all meals will be prepared by the experienced team of Monte Velho, with menus full of live, healthy, vegetarian and tasty food.
29th, Saturday,
8am Led Ashtanga Yoga Class for beginners / or Mysore Style for the more experienced. (2h)
10am Breakfast.
11:30am time to be in Monte Velho, or take a walk to the beach, or surf
(beginners to Surf - class with Jo Bento).
2pm Lunch.
5pm Ashtanga Yoga Lecture - a process of detoxification beyond the physical+ Sequence of postures of Recovery and stretching class+ Relaxation - learning to rest. (2.30h)
8.30pm Dinner.
30th, Sunday,
8am Guided Meditation - The Art of Breathing+ Sequence of Postures of Recovery and Stretching Class - which we can practice in the Full and New Moon days+ Relaxation. (2h)
10am Breakfast.
11:30am time to seize every nook and corner of the Monte Velho that invite to feel peace and well-being, or walk along the beach, or surf
(beginners to Surf - class with Jo Bento).
2pm Lunch.
3:30pm Ashtanga Yoga Lecture- an instrument for life+
time for questions and answers and farewell (1h).

This retreat was designed for everyone - beginners to Ashtanga, to yoga and more experienced practitioners. People who want to participate in the walks and surfing activities, but also for those who consider just staying at Monte Velho and enjoy all that this Eco Retreats has to offer. It is a retreat to participate alone, or to come with friends or with your family.  It will be three very special days to make a stop, deeply breathe in,  exhale and smile, because of the beauty of the place where you will be, by the tasty and careful meals, the moments you will live on the Yoga mat, the words that you will hear in lectures, from the experienced sensations you will have in each Relaxation and Guided Meditation, and every moment of conviviality, either in walks, or in the surf sessions and during all our meals!

About Monte Velho Eco Retreats
www.montevelhoecoretreats.com
About Vera Simoes and Jo Bento
www.ashtangacascais.com
More information and registration
ashtangacascais@gmail.com

domingo, 26 de junho de 2016

AGE#

Já tinha ouvido falar deste professor de Yoga por alguns amigos, e quando fui apresentada, descreveram-me, "Esta é que é a Vera, a professora do Ashtanga Cascais!" Ele sorriu, simpático, e nem passado uns minutos, começou com a conversa que eu escuto, muitas vezes, por parte dos meus colegas. E com o devido respeito, tendem a afirmar falácias sobre o Ashtanga. 
Ainda com o rosto molhado da água salgada, de prancha debaixo do braço e sorriso aberto, falou, "pois, o Ashtanga! Eu gosto imenso da dinâmica da prática, mas o problema do método é que não pode ser ensinado a iniciantes, nem a pessoas mais velhas!" Sem querer entrar numa espécie de discussão, e sabendo que todos somos livres para termos diferentes opiniões, tento sempre explicar, por forma mais simples, que  desde 2007 que lecciono Ashtanga a iniciantes, a grande maioria são pessoas que nunca praticaram Yoga na vida! E que já são alguns aninhos de experiência que comprovam que a ideia de que precisamos de começar a fazer outro tipo de Yoga, porque o Ashtanga é  uma vertente muitoooooo complicada, muitooooo difícil, com demasiadooooo grau de dificuldade, ou que apenas as pessoas flexíveissssss, fortesssss e jovensssss é que o podem praticar, são definições completamente erradas! 
Não interessa o grau de flexibilidade, nem de força, a idade, o género, e aproveito e adiciono que,  também não é um impeditivo para a prática termos uma natureza mais nervosa, sermos mais inquietos, ou mais estressados. Todos podem praticar Ashtanga,  o importante é que o processo de ensino seja feito respeitando as capacidades e necessidades de cada aluno, para que o praticante tenha o tempo necessário para criar fundações importantes que o  ajudem a limpar, alinhar e fortalecer o corpo, como passos para um natural acalmar da mente. É um processo lento, pessoal e gradual, onde vamos introduzindo as técnicas definidas por Shri K. Pattabhi Jois. 

Sempre que converso sobre este tema, acabo sempre por me recordar dos meus alunos mais velhos, que também foram iniciantes e que passados  anos continuam a praticar.  Atrevo-me mesmo a dizer que muitos, ao longos dos anos, tornam-se praticantes regulares, com maiores capacidades físicas, mentais e emocionais do que alguns praticante mais jovens.  
Experiência e idade não são impeditivos para começar a praticar Ashtanga Yoga, a única coisa que é preciso é força de vontade e alguma perseverança. Como o Guruji falava, os únicos que não podem fazer Ashtanga Yoga são os preguiçosos!  

EN

I had heard of this Yoga teacher by some friends, and when I was introduced, they described me, "This is Vera, the teacher of Ashtanga Cascais!" He smiled, friendly, and not passed a few minutes, he began with the talk that I hear often on the part of my colleagues. That with all due respect, they tend to say fallacies about Ashtanga.
Still with the wet face of salt water, board under his arm and grin, he said, "Yeah,  the Ashtanga! I like a lot of the dynamic of the practice,  but the problem of the method is that it can not be taught to beginners or to older people!" Without going into a kind of discussion, and knowing that we are all free to have different opinions, I always try to explain, in the simplest form, that since 2007 I have been teaching Ashtanga for beginners, the vast majority are people who have never practiced Yoga in their life! And they already are a few years of experience proving that the idea that we need to start doing other types of Yoga because the Ashtanga is a tooooooo complicated, toooooo difficult, with manyyyyy level of difficulty, or that only flexibleeeeeee, strongggggg and younggggg people are the ones that can practice, are completely wrong settings!
No matter the degree of flexibility or strength, nor age neither gender, and I take the opportunity and I add, that it is not an impediment to the practice neither if you  have a more nervous nature, or being  more restless, or more stressed. Everyone can practice Ashtanga, the important thing is that the teaching process is done respecting the abilities and needs of each student, so that the practitioner has the time to create important foundations that help to clean, align and strengthen the body as steps for a naturally calming the mind. It is a slow, personal and gradual process, where we introduced the techniques defined by Shri K. Pattabhi Jois. 

Whenever I talk about these issues, I always end by remember my older students, who were also beginners and after a few years  are still continuing to practice. I even dare to say that many, after all these years, become regular practitioners, with greater physical, mental and emotional skills than some younger practitioner.
Experience and age are not prohibitive to start practicing Ashtanga Yoga, the only thing it takes is willpower and some perseverance. As Guruji spoke, the ones who can not do Ashtanga Yoga are the lazy ones!

domingo, 19 de junho de 2016

NO FIGHT! #

 Depois de 5 dias de prática e estudo com o Peter Sanson, ficamos sentados dentro de nós mesmos, com a sensação intensa de termos feito trabalho externo e interno. Limpeza de corpo, pelos litros de suor que largámos na sala, mas desintoxicação da mente e alma por tudo o que aprendemos pelas suas palavras e indicações. Sentados connosco mesmo, ainda conseguimos ouvir alto e em bom som, os conselhos que deixou durante cada aula.
"SLOWLYYYYY. DON´T PUSH. RELAX. GENTLE. NO BATTLE. NO FIGHT. NO TENSION." E muitas outras das suas expressões, que falou, em pleno sotaque neozelandês, dia atrás de dia, para conduzir-nos à intenção que ele acredita que é a verdadeira essência desta prática de Yoga.

Primeiro -  que o Ashtanga Yoga é uma prática de respirações conscientes. A respiração é simples, feita pelo nariz e com som.
Segundo - que devemos manter o foco para reproduzirmos uma prática sem tensão, sem esforço. Que seja um processo natural, de passo a passo, ou prática a prática, abrirmos os nossos limites físicos, aumentando flexibilidade e força.
Terceiro - Que não vale a pena forçar-nos para entrarmos dentro das posturas, que isso apenas leva a maior hipótese de gerarmos lesões, dores e incômodos. Que as posturas devem ser confortáveis, então há encontrar espaço no corpo para fazermos as posições. E esse espaço, acaba por ser encontrado com pequenas indicações que ele foi oferecendo. E sem darmos por ela, estávamos dentro das posturas que normalmente são vividas com muito medo, tensão, ou dor,  a respirar calmamente com a sensação maravilhosa de liberdade, de fluxo energético.
Quarto - para pararmos com a parvoíce da valorização do estético, de reproduzirmos as posturas para ficarmos bonitos nas posições. Mas para dar valor à questão energética da posição, dos circuitos energéticos gerados nas posturas, para aumentarmos a nossa saúde. E que por esta atitude também encontraremos os tais espaços que irão ajudar a remover tensão, ou dor. E ampliar a noção que Ashtanga Yoga não é uma batalha, uma guerra, que quando subimos ao tapete não necessitamos de trazer as armas, armaduras e escudos.
Quinto - para não abusarmos. Para praticarmos sem agendas nem objectivos. Que a prática é para vida. E não vale a pena estoirar-nos e cansarmo-nos, que isso não é de todo parte do método de Shri K. Pattabhi Jois. Há que construir o nosso Sadhana, dia atrás de dia. Para não sermos ambiciosos, que isso apenas irá levar-nos a becos sem saída, onde inevitavelmente teremos de dar meia volta e fazer o caminho inverso, ou ficaremos a bater com a cabeça numa parede, sem avançarmos para lado algo, a não ser para dentro de frustração.
Sexto - que esta é uma prática especial. Que é um instrumento para sermos mais felizes. Que basta ter calma. Não é uma guerra entre nós e as posições, mas o contrário, é uma vivência de paz, de tranquilidade em cada uma das respirações, seja nas posturas fáceis ou nas mais exigentes.
Sétimo - praticar com regularidade, estender o tapete todos os dias e dar-nos a oportunidade de experienciar o Ashtanga Yoga como parte integrante do nosso quotidiano. E que a nossa prática é algo só nosso, que o processo que passamos não tem de ser igual ao do colega do lado e nem tem de ser comparado. Não interessa se ainda estamos a meio da Primeira Série, ou se começámos agora a fazer Terceira, o importante é repararmos como estamos a praticar, qual é o estado da nossa respiração? Como está a nossa mente?
Oitavo - Entrega e aceitação são partes fundamentais para um processo de transformação. Entrega no método e  aceitação de onde estamos, como somos, como é o nosso corpo e depois deixar que o processo continue. E permitir que surjam surpresas pelo caminho, de repente conseguimos avançar mais um milímetro entre uma mão e a outra, ou esticamos uma das pernas, ou chegarmos com facilidade a uma posição que até então considerávamos, por medo, impossível. Há que ter calma. Aprender a esperar, sem pressas, porque o único segredo do Ashtanga, é praticarmos com intenção e técnicas correctas.
Boas práticas!

EN
After 5 days of practice and study with Peter Sanson, we sat inside ourselves, with intense feeling of having done internal and external work. Body cleansing, by the liters of sweat we dropped in the room, but also detoxification of the mind and soul of everything we have learned through his words and statements. Sitting with ourselves, we can still hear loud and clear sound, the advices he left in each class. "SLOWLYYYYY. DON'T PUSH. RELAX. GENTLE. NO BATTLE. NO FIGHT. NO TENSION." And many other of his expressions that spoke, in New Zealand accent day after day, to lead us to the intention that he believes is the true essence of this Yoga practice.

First - the Ashtanga Yoga is a practice of conscious breathing. Breathing is simple, through the nose and with sound.
Second - we must maintain focus to reproduce a practice without tension, without effort. It is a natural process, step by step, or practice to practice, we open our physical limits, increasing flexibility and strength.
Third - That is not worth forcing us to enter into the postures, it only leads to greater chance we generate injuries, aches and pains. The postures should be comfortable, so there we can find space in the body to do the positions. And this space turns out to be found with small indications that he was offering. And without noticing, we were in the positions that are often experienced with great fear, tension, or pain, breathing quietly with the wonderful feeling of freedom, energy flow.
Fourth - to stop with the foolishness of the appreciation of the aesthetic, of reproducing the postures to appear in beautiful positions. But to give value to the energy issue of the Asana,  of the generated energy circuit inside each posture, to increase our health. And that by this attitude  we will also find that space that will help remove tension or pain. And to expand the notion that Ashtanga Yoga is not a battle, a war, that when we step our mat, we do not need to bring weapons, armor and shields.
Fifth - not abuse. To practice without agendas or goals. That this practice is for life. And it is not worth getting exhausted and tired, this is not at all part of the method of Shi K. Pattabhi Jois. We must build our Sadhana, day after day. Not to be ambitious, if not we  will only lead us to dead ends, which inevitably we will have to turn around and walk the same way, or we'll be hitting our head on a wall, not going anywhere  except entering  inside frustration.
Six - this is a special practice. Which is an instrument to be happier. Let´s keep ourselves calm. It is not a war between us and the positions, but otherwise, it is an experience of peace, tranquility in each breath, in the most  easy postures or in the most demanding.
Seventh - practice regularly, extend the mat every day and give ourselves the opportunity to experience the Ashtanga Yoga as an integral part of our daily lives. And our practice is something just ours, that our practice will not be equal to the colleague's side, and not have to be compared. No matter if we are still in the middle of the First Series, and now we started making Third, it is important to notice how we practicing, what is the state of our breathing? How is our mind?
Eighth - Surrender and acceptance are key parts to a process of transformation. Surrender to the method and acceptance of where we are, how we are, how is our body and then let the process continue. And allow arise surprises along the way, suddenly we could move more one millimeter between a hand and the other, or stretched one leg, or get easily to a position that we considered so far, because of fear, impossible. We must be calm. Learn to wait, without rush,  because the only secret of Ashtanga is practice with the right intention and correct techniques.
Happy practicing!



quarta-feira, 15 de junho de 2016

THE GREATEST PRIVILEGE OF HAVING AT OUR PRACTICE HOME A TEACHER LIKE PETER SANSON IS...

O maior privilégio de ter cá em casa um professor como o Peter Sanson, é a oportunidade de ser sua assistente durante os Workshops, de puder observar de perto e em directo a forma como ele lecciona, como ajusta cada posição, como explica cada postura, o que diz a cada aluno, como direcciona cada praticante para uma profundidade de prática isenta de tensão, de esforço, de compressão. É incrível assistir e vivenciar a energia da sala, leve, estável, de pura conexão. Consegue ver-se e sentir-se que todos estão a dar o seu melhor, a entrar nas posições com respeito por si mesmos e beneficiarem de um enorme acréscimo de energia. A forma como ele trabalha, ultrapassa em grande escala o mero trabalho físico de fazermos apenas posições, para dar primazia ao potencial deste método de Yoga, salientando quanto podemos beneficiar com uma prática de Ashtanga Yoga dentro do contexto certo, com a intenção e com as técnicas correctas. Todos os anos reparo na sua paciência e na sua determinação em mostrar a essência desta prática, que está para lá do numero de posturas que conseguimos alcançar e no apoio que dá a todos os que o procuram, seja porque se magoaram, porque estão a passar uma fase de desgaste físico, mental ou emocional. E como apresenta esta prática como o remédio certo para uma recuperação de energia, equilíbrio e saúde. Mas apresenta olhando nos olhos de cada um de nós, que a prática têm de ser feita sem tensão! Que existem vários níveis de profundidade  nas posturas, e que é essencial trabalharmos diariamente na nossa prática com a intenção de avançarmos, não no número de posturas ou séries que conseguimos reproduzir, mas sim, por um trabalho gradual de sentirmos, de nos sentirmos, de expandirmos a nossa atenção à respiração, à sua ligação com o corpo e com a mente. De prática a prática, melhorarmos a nossa conexão e integração das várias esferas do nosso Ser, e que isso só acontece se estendermos o tapete e tentarmos afastar o ruído mental, as tendências de um Ego inflamado de querer mostrar ou ser, mas humildemente irmos avançando num estado de Yoga, de estarmos no presente, no momento, em cada respiração e irmos livrando-nos de tensões acumuladas por anos, de incômodos emocionais, de bloqueios mentais e energéticos, desenhando dia após dia a oportunidade de sermos saúde, de sermos energia viva!

*Foto retirada de pesquisa online.

EN
The greatest privilege of having at our home a teacher like Peter Sanson is the opportunity to be his assistant during the workshops, because i closely observe the way he teaches, how he adjusted each position,  explained each posture, what he says to each student, how he directs each practitioner to a depth of practice,  free of tension, stress, or compression. It is amazing to watch and experience the energy inside the room, light, stable, of pure connection. You can see and feel that everyone is giving their best to enter into the positions with respect for themselves and benefit from a huge increase of energy. The way he works, is beyond a large scale the sheer physical work of only doing the positions, to give primacy to the potential of this Yoga method, stressing how much we can benefit from the practice of Ashtanga Yoga within the right context, with the correct intention and the techniques. Every year, i have been noticing, his patience and determination to show the essence of this practice, which is beyond the number of positions we have achieved and the support he gives to all who come here, either if is  because they are hurt, or they are going through a phase of physical, mental or emotional distress. He tells us that  this practice is the right medicine for energy, balance and health recovery. But looking into the eyes of each of us, he explain that the practice must be done without tension! That there are several levels of deepness  in the postures, and it is essential we work every day in our practice with the right intention to move forward, not by the number of postures or series that we can do, but by a gradual work of feeling, of expanding our attention to the breath, to its link with the body and the mind. Practice by practice, we  improve our connection and integration of the various spheres of our being, and this only happens if we extend the mat and try to ward off the mental noise, the trends of an inflamed ego of wanting to show or be, but in humility enter the state of Yoga, where we  are at present, in the moment, in every breath and free ourselves of tensions accumulated by years,  emotional upset, mental and energetic blockages, drawing every day the opportunity to be healthy, being a living energy!

* Photo taken from online research.